Já faz um tempo que essa pergunta vem seguidamente a minha cabeça. A indecisão insuportável em escolher o quê. Ainda mais para mim, que amo a liberdade. Mas o que fazer com o tédio e, às vezes dor de não ter alguém do lado? Pode parecer um papo chato, mas é algo que me incomoda.
Não saber se abro mão das noites, ainda que sejam poucas, se abro mão da escolha de alguém a qualquer momento, ou se topo jogar a paz fora e ter que aturar incômodos por coisas banais. Aquelas coisas chatas e toscas que todas as pessoas passam pelo menos uma vez na vida. E isso eu não tava a fim de ter de volta.
Porém enquanto eu fico assim, preferindo a liberdade a ter alguém, são muitos os momentos em que eu paro e fico pensando em vários olhos. Os olhos que me atormentam todos os dias. O pior é quando não são só os olhos, é a voz: "Oi, tudo bem?". Por mais que seja um pseudo diálogo e rídiculo, eu concordo, é uma experiência jamais vivida por mim, e que não sai da minha cabeça sempre que volto para casa ou deito para dormir.
Pensando nesses olhos e nessa voz eu respondo a minha pergunta: companheirismo. Porque vale a pena ter uma vida com alguém cheio de mistérios e que te leve nessa coisa louca ao invés da liberdade.
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