domingo, 20 de março de 2011

Esquecendo

É muito simples. Eu penso assim: Por que sofrer, chorar e continuar a sentir essa dor, se a razão pela qual eu sinto essa dor pouco se importa como estou?  E que se me fez sofrer foi porque não soube me valorizar. Porque é óbvio que cada um tem o seu valor. Acontece, às vezes, que o valor que se tem não é o que o outro procura. Logo, não vale a pena ficar se lamentando por uma coisa que simplesmente não era pra ser.
Pronto. A dor passou. Não foi mais rápido do que tu achava que seria? Não foi muito mais fácil jogar a dor em algum canto e seguir adiante?
Prático. Valorização. É como chama-se esse processo. Todo mundo ama a si mesmo mais do que qualquer outra pessoa/coisa - E não me venham com essa de egoísmo. É assim. E, cá entre nós, nesse tipo de situação, devemos sim fazer isso. Para o nosso próprio bem.
A não ser que tu prefira ficar sofrendo porque ele(a) é o amor da tua vida, e uma hora ele(a) vai perceber que realmente te ama e vai voltar. Bom, daí o problema é teu se tu gosta que a dor e a ilusão te acompanhem sempre.
Enfim, esse é o meio que eu considero como melhor nessas situações: prático, rápido e bom.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Coração ansioso. A dor do sentimento bom.

  Começou estranho. Não forçado, mas estranho. Começou adiante, com passos dados. Pulando estágios comuns pelos quais não tínhamos passado realmente.
Passaram-se dias, então meses... Conversávamos uma vez que outra, mas como sempre foi, a conversa não fluia muito. Mas conversávamos.
  Certo tempo depois, pareceu-me que um interesse maior havia surgido. Quase que retrocedendo aos estágios que havíamos pulado. Mas eu não tinha certeza do que pensar. As coisas não estavam sendo claras, suas palavras em conjunto formando suas frases não estavam sendo claras, e certamente, muito menos diretas.
  Uma coisa que eu estava certa era de que os planos dele não eram os mesmos que os meus. Isso era um fato.
  Contudo, que nós estávamos em sintonia, estávamos. E esse era o segundo fato.
  O que me deixava angustiada era a falta de clareza quando ele se expressava. Como que eu ficaria segura do que ele pensava e teria certeza em no que eu deveria pensar? Desse jeito estava difícil, e ele não sabia dessas dificuldades, logo, não cooperava no esclarecimento dos fatos.
  Nessa altura eu estava completamente insegura, e sem saber o que pensar... Receando de que fosse bem baixo o seu interesse e que ele deveria saber "levar no papo" muito bem.
  O que eu deveria fazer...? Aguardar pelo nosso encontro, e aí então, sofrer ou ser completamente feliz.

Linguagem ocular

Ele estava sentado na escada, bem na minha frente. Olhei para os pés de outro, fingindo curiosidade. Sabia que ele estaria me observando. Bingo. Assim que o outro saiu tomando seu rumo para a sala, fitei-o, e ele realmente estava me encarando, e eu sabia que já fazia algum tempo. Em menos de um segundo, ele cortou o olhar que nos ligava e olhou para o lado.
Isso significou algo para mim, eu só não sei dizer, porém, se bom ou ruim.
Acho que sei. Talvez uma pontada de ciúmes por ele ter percebido o meu falso interesse em outro.
Estava feliz, havia conseguido o que queria.


Lembro-me dos olhares de todas as manhãs. Muitas vezes seus olhos dizem muitas coisas que para mim são enigmas, simplesmente não consigo lê-los.
Ele sobe as escadas, estou sentada. Nos encaramos por longos dois ou três segundos, então ele entra na sala.
O que esses olhos querem me dizer todas as manhãs?
E no decorrer da manhã nas vezes em que ele insiste em me fuzilar com aqueles olhares?
Seja lá o que esses olhos dizem no lugar de sua boca, somos proibidos.