sábado, 3 de março de 2012

Tempo, tempo, tempo, tempo...

  Sem tempo para me entristecer. Sem tempo para deixar que alguém ache que pode me entristecer. Sem tempo para me preocupar com homens. Apenas tempo para mim.
  Tempo para eu me sentir mulher, tempo para eu colocar a cabeça no lugar, tempo para eu deixar a casa em ordem, tempo para eu sair com os amigos, tempo para eu ir nas noites, tempo para passar noites em claro com as amigas, tempo para curtir a família. Tempo para o tempo.
  Tempo para a minha paz, para o meu espírito, pra tudo ir para o seu lugar. O tempo está passando, a vida está passando e eu estou sem tempo para lamentações.
  Quero tempo para ser eu. Um sábado à noite sozinha em casa assistindo um filme, uma quarta-feira à noite comendo pipoca e assistindo um jogo de futebol, um domingo à tarde lendo livros. Um tempo só meu.
  Tempo nos romances, tempo nos casos, tempo nas trovinhas medíocres, tempo neles. Tempo para mim.
  Tempo para a calma, tempo para a alma, tempo para o amadurecimento, tempo para a felicidade.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Não por homens que não pensem em sexo, mas por homens que pensem.

Não por homens que não pensem em sexo, mas por homens que não tenham isso como prioridade. Chega desses caras que só convidam as gurias com essa maldita segunda intenção. O que aconteceu com os encontros onde os casais iam se conhecer? E que rolava aquela expectativa do primeiro beijo, e que as pessoas se conheciam antes de qualquer coisa.
Não por homens que não pensem em sexo porque isso é natural. E até parece que as mulheres não pensam também. A diferença é que as mulheres têm cautela: querem primeiro serem conquistadas, primeiro que haja carinho, para que depois venha o sexo.
Eu realmente queria entender o que pensa um guri que convida uma guria para sair e já no primeiro encontro vai querendo arrastá-la para qualquer lugar onde possam transar. E por quê? Por que assim? Por que tal guria? O que o leva a escolher essa? Quais são os critérios? Juro que eu quero entender. Ter um sexo casual, tudo bem, mas, homens, chamem alguma que já está acostumada com vocês, alguma que vocês já tenham ficado antes, uma amiga! Mas não uma que vocês não falam há anos e simplesmente dá na telha convidá-la. Que vocês nem sabem se ela aceita isso ou não, se ela curte isso ou não e até mesmo se ela quer transar com vocês ou não! Lembrem que as pessoas têm sentimentos e não gostam de se sentir objetos. Muito menos objetos de satisfação sexual de supostos "homens" que mais se parecem com pré adolescentes exalando a testosterona. Do jeito que a coisa anda, eu posso apostar como eu não sou a única que procura um homem que se preocupe com a conquista e o sentimento como quem procura uma agulha no palheiro.
Sempre se diz que a mulher é quem impõe os limites. Cheguei a pensar que a coisa tá do jeito que tá porque as mulheres estão do jeito que estão. Mas não. Porque ainda existem sim mulheres que se valorizam, que não aceitam pouca coisa e estão esperando serem conquistadas, ao contrário do que os homens pensam. Então fim, o problema realmente está nos homens em não nos darem o devido valor.
Me preocupo é se ainda há como reverter essa situação que degringolou e se hoje que eu sou recém uma adolescente, qual será o tipo de homem que vai existir nos meus 30 anos, com quem eu vou casar e será o exemplo para os meus filhos. Queria poder viver no tempo em que meus pais viveram onde as pessoas se importavam com isso e uma coisa que é tão bonita, que está relacionada ao amor não era vulgar como é hoje.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Easy life

Uma crise de identidade, de personalidade. Não saber qual rumo tomar, aonde ir. Não saber o resultado das escolhas, o futuro. Ter medo de fazer a escolha errada. Que ruim que é amadurecer. Que ruim que é ter de encarar a vida sem estar pronto para ela.
A vida cobra muito da gente. Amadurecimento, responsabilidade, compromisso, honrar a palavra, não ser hipócrita... É pior quando cai tudo junto no teu colo. Assim, ao mesmo tempo: "Te vira, a hora é agora, vai lá botar a cara a tapa, vai lá crescer da noite pro dia".
A vida dá umas viradas muito rápido. Se leva uma rotina normalmente e de uma hora pra outra a rotina desanda e tudo muda. Pronto. Hora de se adaptar a uma nova rotina com novas pessoas, com hábitos diferentes.
Pior é quando tu tens só uma escolha e é isso: "É isso que eu tenho pra ti, paciência", diz a vida. Não. Pior é quando eu tenho duas escolhas: "Escolhe, guria. Eu não vou te dizer qual é o melhor. Vai lá e descobre", me diz a vida. "Merda", digo.
Mas eu estou criando uma opinião sobre esse negócio de vida. O jeito é viver sem se apegar. Sem se apegar a lugares, sem se apegar à pessoas, sem se apegar à paisagens, sabores, modos de vida, enfim...
Lugares são muitos por esse mundo, inumeráveis; pessoas entram e saem das nossas vidas, deixam a marca delas, nos ensinam algumas coisas e deu, esse é o papel delas. Paisagens... É absorver o que a natureza te proporciona naquele momento, a presença de Deus numa pintura perfeita, e curtir as próximas que vierem.
É isso, a vida é muito simples. Sem muito sentimento, sem muita razão. Aplicando cada um na hora e na medida certa. Ou então não aplicar nenhum, em momento nenhum. Só deixando essa linha da vida se desenrolar, enrolando-se e desenrolando-se com outras no meio do caminho, até o fio acabar. Fácil, sem sofrimento. Só curtindo e absorvendo.

domingo, 20 de março de 2011

Esquecendo

É muito simples. Eu penso assim: Por que sofrer, chorar e continuar a sentir essa dor, se a razão pela qual eu sinto essa dor pouco se importa como estou?  E que se me fez sofrer foi porque não soube me valorizar. Porque é óbvio que cada um tem o seu valor. Acontece, às vezes, que o valor que se tem não é o que o outro procura. Logo, não vale a pena ficar se lamentando por uma coisa que simplesmente não era pra ser.
Pronto. A dor passou. Não foi mais rápido do que tu achava que seria? Não foi muito mais fácil jogar a dor em algum canto e seguir adiante?
Prático. Valorização. É como chama-se esse processo. Todo mundo ama a si mesmo mais do que qualquer outra pessoa/coisa - E não me venham com essa de egoísmo. É assim. E, cá entre nós, nesse tipo de situação, devemos sim fazer isso. Para o nosso próprio bem.
A não ser que tu prefira ficar sofrendo porque ele(a) é o amor da tua vida, e uma hora ele(a) vai perceber que realmente te ama e vai voltar. Bom, daí o problema é teu se tu gosta que a dor e a ilusão te acompanhem sempre.
Enfim, esse é o meio que eu considero como melhor nessas situações: prático, rápido e bom.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Coração ansioso. A dor do sentimento bom.

  Começou estranho. Não forçado, mas estranho. Começou adiante, com passos dados. Pulando estágios comuns pelos quais não tínhamos passado realmente.
Passaram-se dias, então meses... Conversávamos uma vez que outra, mas como sempre foi, a conversa não fluia muito. Mas conversávamos.
  Certo tempo depois, pareceu-me que um interesse maior havia surgido. Quase que retrocedendo aos estágios que havíamos pulado. Mas eu não tinha certeza do que pensar. As coisas não estavam sendo claras, suas palavras em conjunto formando suas frases não estavam sendo claras, e certamente, muito menos diretas.
  Uma coisa que eu estava certa era de que os planos dele não eram os mesmos que os meus. Isso era um fato.
  Contudo, que nós estávamos em sintonia, estávamos. E esse era o segundo fato.
  O que me deixava angustiada era a falta de clareza quando ele se expressava. Como que eu ficaria segura do que ele pensava e teria certeza em no que eu deveria pensar? Desse jeito estava difícil, e ele não sabia dessas dificuldades, logo, não cooperava no esclarecimento dos fatos.
  Nessa altura eu estava completamente insegura, e sem saber o que pensar... Receando de que fosse bem baixo o seu interesse e que ele deveria saber "levar no papo" muito bem.
  O que eu deveria fazer...? Aguardar pelo nosso encontro, e aí então, sofrer ou ser completamente feliz.

Linguagem ocular

Ele estava sentado na escada, bem na minha frente. Olhei para os pés de outro, fingindo curiosidade. Sabia que ele estaria me observando. Bingo. Assim que o outro saiu tomando seu rumo para a sala, fitei-o, e ele realmente estava me encarando, e eu sabia que já fazia algum tempo. Em menos de um segundo, ele cortou o olhar que nos ligava e olhou para o lado.
Isso significou algo para mim, eu só não sei dizer, porém, se bom ou ruim.
Acho que sei. Talvez uma pontada de ciúmes por ele ter percebido o meu falso interesse em outro.
Estava feliz, havia conseguido o que queria.


Lembro-me dos olhares de todas as manhãs. Muitas vezes seus olhos dizem muitas coisas que para mim são enigmas, simplesmente não consigo lê-los.
Ele sobe as escadas, estou sentada. Nos encaramos por longos dois ou três segundos, então ele entra na sala.
O que esses olhos querem me dizer todas as manhãs?
E no decorrer da manhã nas vezes em que ele insiste em me fuzilar com aqueles olhares?
Seja lá o que esses olhos dizem no lugar de sua boca, somos proibidos.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Maturidade tardia

Ao longo de 2010, e ainda na primeira semana de 2011 eu vim me preparando para cursar o vestibular. Acontece que eu não levei nem um pouco a sério essa preparação, e só agora percebi que isso não é bom. Na verdade eu já sabia que não era bom, porém nunca me dei conta, e tudo por falta de maturidade.
Eu aprendi. Como pode isso não ser levado a sério? Era o meu futuro em jogo, minha carreira, os estudos. Tudo isso é muito importante, é a vida. Acredito, que talvez a minoria das pessoas não leve isso a sério.
É o mesmo esquema do lápis, o lápis da vida. Tu vai escrevendo a tua história, e o lápis vai sendo gasto. Não dá para ficar rabiscando na tua caminhada, uma hora o grafite vai acabar. E a tua história, fica como?
Só que ninguém pensa muito nisso também. Na verdade, eu acho que nem tem que pensar, tem só é que deixar a vida seguir o rumo natural, sem interferir. Porém, nas horas de decisões difíceis, sim. Aí não dá para largar a vida como um aloprado.
Em resumo: tirando os momentos onde não se pode brincar - que eu acredito que são poucos -, nos outros o que se tem a fazer é viver, curtir, aproveitar, ainda que seja para se arrepender depois - o que não acontece comigo -, mas apenas viver!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Erros passados

Meu pai finalmente conseguiu me fazer parar para pensar em algumas atitudes minhas. Mas agora não é exatamente atitudes minhas, mas consequências dessas atitudes.
Eu nunca sou convidada para noites da gurizada, nunca sou incluída em alguma conversa, nunca sou lembrada em algum momento, nunca sou convidada para prestar homenagens, nem para festinhas surpresas de amigos.
Mas acho que o pior disso tudo é eu não saber porque que isso aconteceu. Da onde que vêm essas coisas. O que foi que eu fiz? Onde foi que eu errei? Será que foi o meu gênio? A minha antipatia? A minha falta de humor? A minha falta de paciência? Eu não saber brincar com coisas que realmente são toscas, mas que deixam a vida melhor?
Sinceramente, eu não sei, confesso que não sei. Eu só queria que uma pessoa chegasse pra mim, como um amigo querendo me ajudar, abrir os meus olhos, e que me dissesse: "Julia, a tua falha foi...". Eu ia encarar numa boa. Afinal de contas, já tenho maturidade para entender esse tipo de coisa: é ajuda, e não "briga".
Mas é óbvio que nunca ninguém vai chegar para falar. Porém, eu queria poder mudar esse quadro. Passar a ser convidada para tudo que antes foi citado, e etc.
Afirmo, com humildade: preciso de ajuda.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Tudo novo ano novo.

Novo ano. Será que as coisas vão mudar? Mas é lógico que vão, sempre mudam. Porém, será que mudarão para melhor? Ou será como foi 2010, que tudo piorou?
Bem, se for depender de mim, esse ano será muito melhor, evidentemente. Agora posso ir atrás das coisas que eu quero, estou livre para poder ir atrás da minha felicidade. Eu espero que eu realmente consiga conquistar tudo o que eu quero, espero poder ter as pessoas que eu amo, que eu gosto, que me fazem bem mais próximas de mim, espero poder fazer alguém feliz, e poder ser feliz com alguém. Mas essas relações não são o principal para o meu ano, e sim as coisas que vão poder me fazer feliz.
Eu tô muito "à procura da felicidade", da minha felicidade, finalmente. E eu também tô muito confiante de que ela vai chegar. Também, se nem eu confiasse...
2011 tá vindo com tudo, e vai mudar tudo.Vai trazer coisas boas e novas. E se não trouxer, eu vou buscar.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Volta, sorriso...

Preciso muito desabafar... Eu tô cansada de sempre ficar sonhando com milhares de coisas, que tudo seja perfeito e seja bom, e nunca acontecer. Será que é porque eu idealizo demais as coisas? Será que é porque eu imagino tudo perfeito e nada é perfeito? Quando será que eu vou voltar a sorrir de novo? Ou melhor, quando será que alguém vai aparecer e me fazer sorrir de novo? Ai, tô cansada desse sentimento trancado dentro de mim, tenho tanto a oferecer pra alguém... Mas quem? O problema é que nunca aparece alguém bom o suficiente, e quando eu acho que aparece... não fica. Vai demorar pra mudar? Ou então no que que eu tenho que mudar? Acho que é em não ficar pensando muito, imaginando muito, criando muito. Eu nunca consigo simplesmente deixar as coisas acontecerem com naturalidade.
Mas eu preciso muito dessa felicidade de volta! Preciso ser feliz ao ver o sorriso de alguém, ao ter o abraço de alguém, ao ter o beijo de alguém, ao ser o motivo de felicidade de alguém, ao ser uma das razões mais importantes da vida de alguém. Por que esperar tanto?... Por que não agir? Ou por que não esperar? Esperar por quem? Pra quem? Pra quê?
Vem...